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Meus 20 (ops, 16!) anos da Palavra Cantada

  Assisti essa semana a um show da Palavra Cantada no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, São Paulo. Era o show da turnê que...

O Velho Louco Por Desenhos

Conheci este livro em 2005 ou 2006 e foi paixão à primeira vista. Uma amiga, Paula Perim, me indicou, me emprestou. Li à vontade,...

Os Saltimbancos

Parece óbvio indicar o CD Os Saltimbancos para crianças. Mas não é. Tem gente que esquece, abandona na memória de infância. O meu nunca...

87 MÚSICAS PARA FALAR DE ROCK COM AS CRIANÇAS

Esta aqui é diretamente do meu Esconderijo do Tempo, período anos 70 e 80, para quem aí se identificar! Em casa o rock era,...

Mio Mao

Há uns meses, procurando algo no Youtube para apresentar à minha filha Clarice, fiquei pensando que poderia ser algo da minha memória de infância....

Pisca-Pisca

A porta-voz de de tudo que nos inquieta: Emília. Vem de Memórias de Emília e, para mim, representa a maestria de Monteiro Lobato para conversar com a gente, em qualquer idade:
_ A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais. É, portanto, um pisca-pisca.
Visconde ficou novamente pensativo, de olhos no teto. Emília riu-se.
_ Está vendo como é filosófica a minha ideia? O Senhor Visconde já está de olhos parados, erguidos ao forro. Quer dizer que pensa que entendeu… A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre.
_ E depois que morre?, perguntou o Visconde.
_ Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?