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Mio Mao

Há uns meses, procurando algo no Youtube para apresentar à minha filha Clarice, fiquei pensando que poderia ser algo da minha memória de infância....

BOLOGNA 2014: Prazer em conhecer, Iela Mari

Toda véspera de evento (ou alguns dias antes), jornalista corre atrás do site oficial para ver se está confirmada toda a programação do evento....

A Caligrafia de Dona Sofia

Como é bom se apaixonar. Geralmente acontece com algo que você não conhecia antes. Aquele prazer de ver algo pela primeira vez. Há livros...

Snoopy, Charlie Brown… The Peanuts!!

Em 2011, em viagem a San Francisco, meu marido e eu fomos visitar o Cartoon Museum, museu de desenhos da cidade. Pequenininho, mas foi...

Discurso do Urso: sobre Cortázar e crianças

Estava esses dias revirando anotações antigas e encontrei umas frases do escritor, ilustrador e pesquisador Ricardo Azevedo. Dizia mais ou menos assim: "Quando me...

A Fada Que Tinha Ideias

No princípio, como não tinha prática, escorregava muito desajeitada e Clara Luz morria de rir.

Mas logo se habituou e mostrou que tinha um jeitinho louco para escorregar no arco-íris. Escorregava de costas, de frente, em pé e até dançando.

Clara Luz fazia tudo para imitá-la, mas a verdade é que não conseguia tão bem.

Tinha acontecido uma mágica com o cabelo da Professora: agora estava dividido em duas tranças, igualzinho ao que ela usava quando tinha dez anos.

Clara Luz estava notando isso, mas não disse nada. A Professora ainda não tinha percebido o que lhe acontecera.

— Agora — disse Clara Luz — a senhora não quer dar uma espiada nos outros horizontes?

— Que outros, querida? Só existe um.
— Então olhe para lá!
A Professora, que só estava olhando para cá, concordou

em olhar para lá, já que Clara Luz fazia questão.
E viu mais de dez horizontes, um depois do outro.
— Não é possível, Clara Luz! Estou vendo dez!
— É? Então a senhora é formidável em Horizontologia, mesmo. Eu só estou vendo sete.

Fernanda Lopes de Almeida