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Mio Mao

Há uns meses, procurando algo no Youtube para apresentar à minha filha Clarice, fiquei pensando que poderia ser algo da minha memória de infância....

Discurso do Urso: sobre Cortázar e crianças

Estava esses dias revirando anotações antigas e encontrei umas frases do escritor, ilustrador e pesquisador Ricardo Azevedo. Dizia mais ou menos assim: "Quando me...

Os Saltimbancos

Parece óbvio indicar o CD Os Saltimbancos para crianças. Mas não é. Tem gente que esquece, abandona na memória de infância. O meu nunca...

Meus 20 (ops, 16!) anos da Palavra Cantada

  Assisti essa semana a um show da Palavra Cantada no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André, São Paulo. Era o show da turnê que...

A Fantástica Fábrica de Chocolate

Nem vou me preocupar em fazer média: conheci a mais incrível história de Roald Dahl pela versão do filme, em que Gene Wilder vivia...

Pisca-Pisca

A porta-voz de de tudo que nos inquieta: Emília. Vem de Memórias de Emília e, para mim, representa a maestria de Monteiro Lobato para conversar com a gente, em qualquer idade:
_ A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais. É, portanto, um pisca-pisca.
Visconde ficou novamente pensativo, de olhos no teto. Emília riu-se.
_ Está vendo como é filosófica a minha ideia? O Senhor Visconde já está de olhos parados, erguidos ao forro. Quer dizer que pensa que entendeu… A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre.
_ E depois que morre?, perguntou o Visconde.
_ Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?