100 ANOS DE ROALD DAHL – A FESTA POR UMA FÃ ESPECIAL

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Nos contos de fadas, as bruxas sempre usam umas capas e uns chapéus pretos ridículos, e voam em cabos de vassouras.

Mas esta história não é um conto de fadas. Esta é uma história de BRUXAS DE VERDADE.

Há uma coisa muito importante que vocês precisam saber sobre BRUXAS DE VERDADE. Prestem muita atenção, e nunca se esqueçam do seguinte:

BRUXAS DE VERDADE usam roupas comuns, e parecem mulheres comuns. Elas moram em casas como as nossas e trabalham em PROFISSÕES COMUNS.

Por isso é tão difícil pegá-las.

BRUXA DE VERDADE odeia criança, com um ódio fulminante e furioso, muito mais fulminante e furioso do que vocês podem imaginar.

 

Esta é a abertura de As Bruxas (Ed. Martins Fontes), livro do inglês Roald Dahl, lançado em 1988 e que aqui chegou em 1992. Os começos de livros dele são sempre geniais. Iniciei este post por este livro porque é o preferido de uma fã especial: a pedagoga Denise Guilherme. Por que ela é uma fã especial? Porque, na posição de “pedagoga”, Denise é uma assumida apaixonada pela literatura infantojuvenil. Porque, na posição de “professora” há anos conquista leitores e potenciais leitores de Roald Dahl com suas mediações para encantar, para convidar, para sugerir o encontro à fantasia, mas aquela fantasia que nos leva com asas de imaginação e nos finca com pés de enxergar nosso próprio mundo.

Roald Dahl, para mim, é isso: uma viagem, um nonsense, um impossível, um inverossímil que tem absolutamente tudo a ver com meu cotidiano. Foi assim no meu primeiro encontro com a obra, lá na versão dos 1970 para os cinemas do livro A Fantástica Fábrica de Chocolate, em que Gene Wilder fazia o maluco e inesquecível Willy Wonka. Aquela aventura toda não era algo que poderia realmente acontecer… mas aquelas crianças… Ah, eu conhecia aquelas crianças!

Roald Dahl nasceu no País de Gales e passou a infância na Inglaterra, após a morte do pai. Aos 18 anos, foi para a África a trabalho, pela Shell, mas aos 23 participou da Segunda Guerra Mundial, como piloto da Real Força Aérea, por onde se envolveu em um grave acidente aéreo que o deixa cego por semanas. Sua primeira publicação é de 1942, justamente falando do acidente. No ano seguinte, lançou o primeiro livro infantojuvenil, Os Gremlins. Depois segue-se uma sucessão de histórias tão envolventes quanto politicamente incorretas que conquistam os ingleses e o mundo todo.

Dia 13 de setembro de 2016 Roald Dahl faria 100 anos e a Inglaterra está promovendo um ano inteiro de eventos com exposições, teatro, atividades diversas para as crianças e até uma nova adaptação aos cinemas. Denise Guilherme, criadora do site A Taba – com indicações, consultorias, informaçõe se venda de livros infantojuvenis – foi até lá conferir o início deste ano especial e conta aqui os seus porquês e o que encontrou por lá! Um bate-papo inesquecível, possível, vivo!

ESCONDERIJOS: O site A Taba tem 2 anos, certo? Mas tudo começou antes com o projeto Leitura em Rede… Dá para contar um pouco desta história?

DENISE: A Taba – Leitura em Rede surgiu a partir da minha experiência de 12 anos como professora e formadora de professores e mediadores de leitura. Trabalhei em alguns projetos de formação de leitores e mediadores de leitura, viajando por diferentes municípios brasileiros e vi a necessidade de aproximar os bons livros dos leitores. Muitos lugares não possuem livrarias e nem bibliotecas. E quando têm, os usuários pouco conhecem sobre o acervo.

Pensando nisso, surgiu a ideia de compartilhar todo o conhecimento meu e de um grupo de especialistas sobre livros e leitura e divulgar – em meio a tantas obras disponíveis – aquelas que achamos que podem contribuir para a formação de mais e melhores leitores. Para iniciar nosso trabalho, em 2012,  reunimos alguns especialistas em literatura infantil, apresentando nossa proposta e convidando-os para integrar o conselho curador da hoje A Taba. Dentre as principais atribuições, estão participar de reuniões para estudo, análise e seleção de livros de literatura infantil e juvenil; discutir critérios de seleção das obras analisadas; produzir resenhas dos livros selecionados e oferecer recomendações para compor o acervo da livraria.

Fizemos um grande levantamento com bases em premiações e listas de melhores livros, cotejamos os dados, dedicando especial atenção aquelas obras que apareciam em mais de uma lista. Paralelamente, criamos as nossas próprias recomendações, com base em nosso conhecimento e experiência. Até o momento (fevereiro de 2016), foram lidos, selecionados e resenhados cerca de 1650 títulos.

Concomitantemente a este processo, idealizou-se a criação de um ambiente virtual para compartilhar todas as resenhas e demais conteúdos discutidos ao longo desse trabalho. Nossa intenção era disponibilizá-lo em um espaço virtual especializados em literatura infantil e juvenil, e o site entrou no ar em janeiro de 2014. Para garantir a manutenção de nosso serviço de curadoria, dispomos de uma livraria para a venda todos os títulos que selecionamos e resenhamos, além de oferecermos um serviço de assinatura de livros: o Clube de Leitores A Taba. E toda a venda revertida com a venda de livros serve para manutenção de nosso site.

ESCONDERIJOS: E com base em todo o seu trabalho e sua paixão por este universo, você foi cobrir o início das comemorações do centenário de Roald Dahl. Como foi?

DENISE: Eu fui pela Taba. Minha intenção era cobrir o evento, acompanhando o maior número de atividades possível do Imagine Fest – festival anual do Southbank Centre (maior centro de artes do Reino Unido) que, nesse ano, homenageou os 100 anos de nascimento de Roald Dahl.

Como uma programação tão intensa, isso foi um verdadeiro desafio.

O principal objetivo foi conhecer e divulgar a obra do autor aqui no Brasil, por meio desse evento, além de participar da maior parte das atividades do festival, pude observar o modo como o evento foi realizado e a qualidade das propostas e intervenções realizadas pelos organizadores.

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ESCONDERIJOS: O que você viu? Havia crianças brasileiras? Chegou a interagir com as crianças inglesas?

DENISE: Nossa!! Foi uma verdadeira aventura de imersão na vida e na obra do autor. A semana que fui, de 13 a 20 de fevereiro, é um período de férias escolares que eles chamam lá de half term. Por isso, todos os eventos estavam lotados!

Eu chegava cedo, passava o dia todo lá e voltava no fim da tarde.

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Comecei a minha programação assistindo à leitura de Os Minpins, acompanhada por uma animação ao vivo e a música de Sibelius realizada por Orquestra Sinfônica da Escola de Londres, com narração ao vivo de ator, escritor e diretor Richard Ayoade – um comediante bastante conhecido por lá. Foi incrível a forma como eles harmonizaram as músicas à narrativa e também o modo como o ator conduziu a leitura. O auditório – que é a casa da Sinfônica de Londres – estava lotado de pais e crianças de todas as idades.

No dia seguinte, acompanhei um espetáculo interativo, no qual as crianças eram conduzidas por atores para ajudar a resgatar algumas histórias de Roald Dahl que haviam desaparecido. Por meio de perguntas e objetos que remetiam aos seus livros, as crianças – cerca de 15 entre 6 e 9 anos – participavam ativamente da proposta. Foi possível perceber o quanto alguns deles conheciam profundamente os livros, pois sabiam detalhes das histórias e facilmente reconheciam as pistas apontadas pelos autores. Nesse grupo, havia uma criança brasileira que, por ser a mais velha do grupo, disse ter achado o desafio muito fácil.

01_Giant_Storytelling_Bed_photo credit Filipa Esteves

Na quarta-feira foi o dia de ouvir a contação de histórias na cama gigante. Nesse evento, as crianças sentavam em uma cama gigante – que remetia à cama dos avós de Charlie, do livro A Fantástica Fábrica de Chocolate – para ouvir histórias de Roald Dahl, contadas por uma narradora oral muito boa.

foto de Victor Frankowski. ImagineChildrenPressDay
foto de Victor Frankowski. ImagineChildrenPressDay

As crianças deitaram na cama, cantaram e interagiram o tempo todo. Até a minha bebê Maria ficou atenta a toda a atividade.

A narradora contou uma versão de Roald Dahl para a história de Chapeuzinho Vermelho, que não foi editada no Brasil e que deixaria muitos adultos de cabelo em pé, já que a protagonista é quem dá um fim ao lobo (risos).

9.1 Wondercrump (credit Victor Frankowski)

Na quinta-feira vi uma instalação que é o centro de toda a programação do festival: O Mundo Wondercrump de Roald Dahl.  A experiência leva os visitantes numa viagem mágica através de sete mundos diferentes que exploram a vida de Roald Dahl e do mundo de seus livros emblemáticos.

6 Wondercrump (Credit Victor Frankowski)

Com material de arquivo exclusivo do Dahl Museum Roald e Story Centre, incluindo manuscritos originais, cartas pessoais, desenhos, fotografias e objetos queridos, a experiência oferece uma perspectiva única sobre a inspiração por trás de alguns dos melhores personagens e histórias amados de Roald Dahl. Foi impressionante observar como mesmo as crianças muito pequenas conheciam as obras do autor!

Para guiar os visitantes através do espaço há uma narração lúdica de autoria do poeta e escritor Laura Dockrill (que provoca boas risadas nas crianças), narrada pelo ator Peter Serafinowicz.

Os monitores que acompanham essa experiência são muito bem treinados e conhecem profundamente a obra do autor. Segundo um deles, todos os participantes passaram por um treinamento intensivo para apoiar o evento. Essa instalação foi inaugurada em 10 de fevereiro e vai ficar aberta até 3 de julho deste ano, quando será levada para o Wales Millennium Centre.

Na sexta-feira, fui até a aldeia de Great Missenden, onde Roald Dahl viveu e escreveu durante 36 anos. Lá visitei o Museu e Centro Histórico dedicado à vida de obra do autor. O espaço tem três galerias interativas divertidas e cheias de fatos.

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Os visitantes podem ver o interior original de seu escritório – o  Hut: lugar mágico onde eles escreveu suas histórias,  que foi removido – integralmente – da casa do autor e levado ao museu. Também fui ao cemitério onde seu corpo está enterrado, em uma colina, no alto da aldeia, prestar minha homenagem a um dos escritores que mais marcou minha trajetória como leitora.

No sábado, assisti ao grande espetáculo inspirado em no livro BGA: O Bom Gigante Amigo.

Nesse dia, todos os músicos da Orquestra Filarmônica de Londres entraram de pijamas e interagiram com a atriz Hattie Naylor, que leu uma versão resumida da história, acompanhada por músicas clássicas conhecidas, que se encaixavam perfeitamente no enredo. Nesse dia, a esposa de Roald Dahl estava presente no concerto, mas entrou e saiu discretamente, acompanhada pelos organizadores do evento.

Durante todos os dias, por todo o espaço do SouthBank havia inúmeras atividades, workshops, apresentações etc. Em uma delas, era possível escrever algum sonho da gente e colocá-lo em um pote para compor a coleção de BGA. Os sonhos desciam por uma máquina e eram recolhidos pelas próprias crianças que os liam e colocavam nas prateleiras que julgavam adequadas.

Na verdade, essa era proposta, mas o que aconteceu foi mesmo uma grande confusão: todos queriam pegar os sonhos e colocá-los ao mesmo tempo nas prateleiras. Se BGA estivesse lá, teria ficado bem nervoso! (risos)

No palco central, houve a leitura em voz alta de Matilda e apresentação de trechos do musical – que faz muito sucesso por lá.

Também exibiram os filmes A fantástica fábrica de chocolate (a primeira versão) e Convenção das Bruxas (baseado em As Bruxas).

Havia cadeiras e fones de ouvido para que as crianças ouvissem alguns livros narrados por atores famosos –  como Kate Winslet lendo Matilda, por exemplo.

Também havia oficinas para fazer orelhas como a de BGA e foi engraçado ver um monte de crianças passeando com as orelhas pelos diferentes espaços.

Houve muita coisa que não consegui acompanhar porque tive que respeitar também o tempo e o ritmo da Maria Morena – minha companheira de viagem. Mas, mesmo se tivesse ido sozinha, teria sido difícil acompanhar tudo porque havia muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

 

ESCONDERIJOS: Que experiência incrível! Em meio a tudo isso, Denise, qual a sua história com Roald Dahl? De infância? De pedagoga? Qual a importância dele para um olhar de qualidade para a LIJ?

DENISE: Quando criança, sempre fui apaixonada pelas adaptações de sua obra para o cinema. E foi graças à biblioteca da escola onde fiz o antigo magistério que encontrei os livros do autor pela primeira vez. Li Matilda, depois As Bruxas, A Fantástica Fábrica de Chocolate e daí, não parei mais.

Acredito que Roald Dahl tem uma grande importância para LIJ porque, como todo bom escritor, ele não subestima a inteligência do leitor. Seus livros são cheios de ironia e possuem um humor refinado que não é facilmente percebido por todos. A forma como se utiliza da linguagem para criar um diálogo e cumplicidade com o leitor, sempre me fascinou!

Suas histórias misturam situações reais e fantasia de um modo incrível que nos fazem pensar “e se fosse possível?”. E acho que essa é, talvez, uma das características da boa literatura: abrir espaço para que, por meio da palavra, seja possível imaginar e construir não somente o que já é, mas o que ainda pode ser. O que virá.

Além disso, acho-o bastante ousado para o seu tempo porque seus livros não poupam as crianças dos temas difíceis e são muito críticos com as atitudes dos adultos. Todos os seus protagonistas passam por situações adversas e enfrentam adultos bastante opressores. Mas, parecem encontrar em si mesmos as condições para superar os seus desafios, sem abrir mão das coisas que lhes são caras.

ESCONDERIJOS: Tem um livro preferido dele? Por quê?

DENISE: Amo todos, mas tenho um carinho especial por As Bruxas. Li-o em voz alta para meus alunos em várias turmas diferentes e sempre foi um deleite. Em uma delas, inclusive, minha mãe foi vestida como uma bruxa para a escola (de luva, sapato de bico, língua azul, peruca) e se passou por estagiária, oferecendo doces para as crianças quando saí da sala. Foi incrível como as crianças ficaram curiosas para saber se ela realmente era uma bruxa e, apesar de quase todos comerem o chocolate que ela ofereceu, um aluno não aceitou. Me diverti demais enquanto lia o texto e os observava de olho em minha mãe.

Durante o recreio, procuraram a professora da outra sala para dizer que havia algo muito estranho acontecendo na sala. Depois de um tempo, revelei que era uma brincadeira e todos deram muitas risadas, embora alguns ainda tenham ficado desconfiados.

Foi o livro favorito da sala por todo o ano. Essas crianças hoje têm 18 anos e sempre me contam como esse evento os marcou e como foi também a porta de entrada para as outras obras do autor.

 

ESCONDERIJOS: Já viveu algum embrulho com histórias dele, diante desta patrulha do politicamente correto?

DENISE: Nunca. Mesmo na situação que narrei, nenhum pai se opôs à ideia (todos foram comunicados antes). Creio que seria uma perda lamentável deixarmos de apreciar a qualidade da literatura escrita por Roald Dahl em nome de um falso moralismo ou de uma concepção de infância que vê as crianças como seres ausentes de senso crítico e que não possuem condições para um diálogo sobre a complexidade da experiência humana.

De um modo geral, acho que os jovens leitores vêem em Dahl um cúmplice, uma espécie de voz autorizada para dizer coisas que, muitas vezes elas pensam, mas não podem falar. Afinal, quem nunca pensou em mandar pelos ares uma Sra Taurino (a famigerada diretora de escola do livro Matilda) ou mesmo em fazer um remédio maravilhoso para dar um jeito em algum parente chato (referência ao livro O Remédio Maravilhoso de Jorge)? (risos)

 

ESCONDERIJOS: Você disse que se envolveu com o autor com as adaptações de cinema. Então são elas um convite para mais leituras?

DENISE: De um modo geral, gosto de todas as adaptações das obras dele para o cinema. Talvez a que menos me agrade seja a de James e o pêssego gigante. Mas, isso tem mais relação com meu gosto pessoal do que com a qualidade da adaptação.

Acho que uma boa adaptação para o cinema pode, sim, servir de convite para mais leituras. Pelo menos, comigo foi assim. Além disso, em todas as adaptações da obra dele têm pequenas variações em relação aos livros e acho isso bem interessante. Porque convida a ver o que é diferente, o que é igual, como poderia ter sido…

 

ESCONDERIJOS: Pensando no que você viu ou sabe da relação do autor com os ingleses… Qual a diferença com o Brasil? Digo: a programação do centenário é imensa e incrível… Por que não temos algo do tipo aqui? Teríamos? Teremos? Isso é algo que faz falta?

DENISE: Ah, Cris! Isso foi no que mais pensei durante todo o evento! Que incrível poder celebrar um trabalho lindo de uma maneira tão profissional e significativa. Tudo. Exatamente tudo foi pensado para que as crianças pudessem interagir com o autor os livros, as histórias e os personagens, mas sem baratear. Não era pura recreação e entretenimento. Era aprendizado o tempo todo. Troca. Diálogo. Ampliação de sentidos.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi ver como as crianças conheciam a obra dele! Sabiam sobre seus livros e, durante a exposição, suas intervenções e interações tinham qualidade, sabe?

Fiquei pensando quantos autores brasileiros mereciam uma homenagem como essa! Como somos carentes de eventos que não espetacularizem ou sacralizem os livros, mas que os tornem acessíveis, lúdicos…

Para você ter uma ideia, havia apenas uma mesa com alguns livros dele sendo vendidos e alguns souvenirs do museu. Só. Não tinha boné do evento, camiseta, botom, nada!!! Ou seja, não era uma feira de livros com foco puramente comercial. Era uma celebração!

E se a gente pudesse fazer isso com Tatiana Belinky, Lobato, Marina Colasanti, Ana Maria Machado, Eva Furnari, Odilon Moraes, Fernando Vilela, Roger Mello…

 

ESCONDERIJOS: Para a Denise, pessoalmente, o que ficou desta experiência?

DENISE: Como mãe, foi uma ousadia sair com um bebê de 9 meses numa aventura como essa. Como mulher e mãe, foi muito importante dar esse salto. Aliás, o evento foi muito amigável para bebês.

Para a Denise, leitora e fã do autor, foi um verdadeiro presente poder me aproximar da vida e da obra dele de uma maneira tão intensa. Como curadora da Taba, foi importante ver o quanto é possível divulgar literatura de qualidade sem abrir mão do lúdico, da fantasia, envolvendo as crianças e os adultos de uma maneira divertida e inteligente.

Ou seja, um evento como esse tem muita relação com o que acreditamos. Com aquilo que pensamos sobre o trabalho de divulgar literatura de qualidade, de aproximar os livros dos leitores.

 

Mais informações sobre a A Taba, basta clicar no site da ataba.com.br, como lincado acima.

 

Trailer do filme O Bom Gigante Amigo, parceria da Disney com o diretor Steven Spielberg, previsto para setembro:

Mais informações sobre as comemorações dos 100 anos de Roald Dahl na Inglaterra, acesse aqui, tem agenda o ano todo! No mesmo site, tudo sobre este autor imprescindível.

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Amo Roald Dahl! Já li diversos livros! Li alguns para meus alunos também! O Bom Gigante Amigo, O Pêssego Gigante, A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda! Incrível como cativa crianças mesmo tão pequenas. Meus alunos ainda não estão alfabetizados e os livros de Roald Dahl corre a sala toda durante toda aula. Minha sala vai comemorar os cem anos desse incrível escritor. Gostei muito dessa reportagem.

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