MONSTROS DO CINEMA (para crianças e adultos de todas as idades)

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Livro ilustrado retoma ícones da monstruosidade dos cinemas de forma divertida com informação e muita participação do leitor. Confira entrevistas com os autores e uma receita maravilhosa de, juro, DEDOS DE ZUMBI

Quando fiquei sabendo do lançamento do livro Monstros do Cinema (Sesi-SP Editora), de Augusto Massi e Daniel Kondo eu, claro, achei que poderia ser algo bem divertido. Fiquei na expectativa de logo encontrá-lo. Algum tempo depois, o Daniel me procurou para saber se eu já havia lido. A minha resposta era negativa e fui tratar de apressar minha leitura. Demorou um pouco mais – um típico suspense de filme destes filmes que nos tiram o fôlego – e eis que finalmente eu estava com o livro na mão. Estava jantando com a Clarice, horário que algumas vezes leio livro para elas, quando ela viu o Monstros na mesa. Pediu para olhar e eu expliquei que eram monstros de filmes, mostrei qual eu gostava mais e tal. “Monstros, mamãe? E isso é o que?”, apontava ela para as letras. “Os nomes dos monstros. Estes são os conhecidos mas, veja, você criar novos. Está com medo?”.

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Pronto. Ela arrancou o livro das minhas mãos e começou a folhear sozinha. Primeiro pediu que eu lesse o nome de todos, com a formação “correta”. Depois começou a misturar as páginas. Sim, misturar as páginas. O livro está cortado em três partes e você pode misturar cabeça de um, tronco de outro e pernas de outro e, o mais legal: as sílabas que montam o nome do monstro também podem se misturar, criando novos nomes.

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Diante daquela monstruosidade toda, em alguns minutos Clarice enlouqueceu e começou a gritar. Ela lia, gritando. Claro: como seria a leitura de um livro como este se não assim??

Fiz uma foto e mandei para o Daniel. E foi assim que esse post começou.

Bem, o livro circulou aqui na família toda: tios e primas se divertiram cada um por seu motivo, ou reconhecendo o monstro preferido ou criando um novo. Por isso o “para toda a família” na capa da edição. Para os mais velhos, no final, uma incrível linha do tempo nos dá a informação precisa sobre cinema, história, literatura e muitas curiosidades. Mas o que não termina mesmo é a diversão!

Quer ver mais: clique aqui e Buuuuuu!

Conversei com os autores via email e Facebook (Daniel mora no Uruguai e Massi em São Paulo!), que têm muito a dizer sobre os bastidores do livro (levou quase 4 anos da ideia ao produto final!) e sobre o papel destes monstros em nossas vidas. E, para completar este dia 31 de outubro de Haloween, o Daniel Kondo nos forneceu uma receita criada especialmente para ele: DEDOS DE ZUMBI! Preparem-se!

Afinal, é respirar fundo e fazer o que o poema de abertura sugere:

Cabeça, tronco, membros

Misture bons e maus elementos

Monte teu próprio monstrengo

Liberte os monstros aí dentro

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DANIEL KONDO, O SUPERFÃ DE FRAKENSTEIN

 

ESCONDERIJOS DO TEMPO: Você pode contar para o Esconderijos como o livro começou? 

DANIEL KONDO: O livro começou de uma ideia de juntar dois temas que foram muito presentes na minha infância: livros interativos e o tema monstros. O livro-objeto –que eu lia-brincava na na minha infância– em que você juntava partes das imagens e recombinava aleatoriamente formando nova figuras. E os monstros dos filmes de terror que passavam tarde da noite, normalmente em horários impróprios para crianças estarem acordadas. Esta foi a gênese do livro: de alguma maneira preservar este imaginário que me acompanhou no começo da minha vida de leitor.

Quanto tempo vocês levaram para produzi-lo? Quais foram os maiores desafios: editar os monstros ou a proposta de projeto gráfico?

O livro foi concebido inicialmente como um jogo lúdico de combinar as “Criaturas” ( nome original do “Monstros do Cinema”), ou seja, estava “abrigado” em um formato de livro, mas ainda faltava uma elaboração editorial, como por exemplo o posicionamento para um público (ainda que para monstrinhos de 0 a 99 anos), e suas potenciais leituras e possibilidades pedagógicas. Essa elaboração editorial somente poderia ser feita pelo editor mais monstruoso com quem já trabalhei: Augusto Massi. E que tenho a sorte de ser amigo. Convite feito, levamos quase quatro anos entre a primeira conversa e o resultado final. Neste processo o livro teve sete versões. Recriamos o “monstruário” inúmeras vezes, alterando proporção das figuras, texturas, paleta de cores e o imaginário de cada um dos monstros. Mas acredito que o maior desafio tenha sido conceber editorialmente um produto que reunisse ao mesmo tempo o livro objeto e o livro de conteúdo. O primeiro pela proposta lúdica, e o segundo pelo Augusto Massi ter realizado toda a pesquisa de filmes e origem da cada um dos monstros e relacioná-los em uma linha do tempo que posiciona os Monstros nos principais eventos da história.

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Deu muito medo na hora de reviver monstro a monstro, assim, um seguido do outro?

Como bem explica o Massi, os Monstros são uma representação do medo, é o medo do desconhecido, agora já domesticado. Ter pelos ou dentes ponteagudos, apesar de ser apavorante, é mais palpável que um medo que não tem forma.

Quando você era criança, qual monstro você gostava (ou odiava ou temia) mais?

Acredito que o Frankenstein seja meu monstro preferido. Fez parte da minha infância brincar com kits de laboratório, experimentos com fogo, eletricidade e elementos químicos. Quando eu assisti ao filme Frankenstein,  tive uma identificação imediata, aquele universo de cientistas animando tecidos mortos para recriar a vida. A criatura de Frankenstein era um monstro que padecia de todo o drama humano, com questionamentos sobre a imortalidade, o amor, a rejeição e a redenção. Na minha vida adulta, quando tive a oportunidade de ler o conto escrito por Mary Shelley, a alquimia se completou. Frankenstein, na minha opinião, é o mais humano dos monstros.

Nas suas redes sociais você tem postado muitos leitores com os livros: tem alguma história especial para contar de retorno do livro?

Foi muito curioso isto: vários amigos começaram a enviar fotos dos filhos lendo o livro e reagindo de modo espontâneo, fazendo cara de susto ou fazendo cara de monstro. Quem começou a brincadeira foi a Clarice, filha de uma amiga querida (nota da Cris: é esta mesma Clarice que estão pensando, rsrs). Essa ação em rede social disparou dezenas de outras, todos interagindo com o livro, mostrando as combinações possíveis e impossíveis envolvendo as sílabas dos monstros e as respectivas cabeças, troncos e membros. Outras pessoas começaram a combinar o poema da abertura com as sílabas dos monstros. Uma festa para quem gosta de análise combinatória e um verdadeiro laboratório de monstruosidades. Outra coisa interessante é que o livro tem um aplicativo gratuito desenvolvido pelo SESI que pode ser baixado na APP Store. A brincadeira se amplia da realidade palpável (livro) para a realidade virtual. Diversão garantida ou seu dinheiro de volta!

Conta um pouco sobre a sua história e sua relação com o livro ilustrado! 

Sempre fui questionador no meu trabalho, tanto que, não tenho um estilo definido, um traço particular. Gosto de interpretar os textos, de ser múltiplo na leitura e na abordagem. Isso me permitiu transitar por diversos gêneros literários, do infantil ao adulto. Bruno Munari, foi quem mais me influenciou nesse processo, de fazer uma leitura tridimensional o objeto livro, que acaba impactando sobre a experiência da leitura.

Iniciei minha carreira na Cia das Letrinhas, quando era comandada pela Lilia Schwarcz, a mais brilhante de todas as editoras com quem trabalhei até hoje. Era uma portinha em que ela recepcionava os autores e aspirantes, como se todo o tempo do mundo estivesse à disposição daqueles encontros.

O primeiro livro que ilustrei foi “Lá vem história”, com texto de Heloisa Prieto, hoje já na 40ª edição. Um sucesso retumbante de vendas há quase vinte anos. Um trabalho que tenho muito carinho por ter sido uma estreia com o pé direito! (e isso que sou canhoto)

Depois, vieram outros livros com grandes nomes da literatura infantil, como José Paulo Paes, Flavio de Souza, Marcelo Duarte, Leo Cunha, entre outros. Fui finalista do Jabuti em 1997 com o livro ‘Domingão Joia’, Cia. das Letrinhas, texto de Flavio de Souza. Outra vez finalista em 2009, na categoria ilustração juvenil com ‘Surfando na Marquise’, texto de Paulo Bloise (Cosac Naify, 2009), e com ‘Minhas Contas’, texto de Luiz Antonio (Cosac Naify, 2009).

Em 2010 recebi o prêmio literário New Horizons em Bologna, com o livro TCHIBUM!, texto do nadador Gustavo Borges (Cosac Naify, 2010).

Em 2012, com o livro PSSSSIU!, com texto de Silvana Tavano, (Callis, 2013), vencedor do Prêmio literário João de Barro, um dos mais importantes da Literatura Infantil no Brasil. Neste mesmo ano, foi finalista do Jabuti na categoria Livro Infantil.

O autor que mais me influenciou sobre minha relação com o livro ilustrado foi o crítico literário, professor e poeta Augusto Massi, que tenho a sorte de ser amigo. Aprendi muito sobre o processo de leitura e interpetação do livro, a história da literatura infantil, e o diálogo perfeito do texto com a imagem. Considero que nosso trabalho em parceria (Massi & Kondo Labs.) ainda vai dar muito o que falar, desenhar, escrever e sentir.

Com o Monstros do Cinema, acredito que avançamos um pouco nesse sentido. Boa leitura, seus monstrinhos!

 

augustomassiAUGUSTO MASSI, O MÃOS DE TESOURA

ESCONDERIJOS DO TEMPO: Como a ideia do livro lhe pareceu, assim em um primeiro momento? O projeto gráfico foi um desafio ou um atrativo irrecusável?

AUGUSTO MASSI: Tudo começou com um convite do Daniel Kondo que já havia publicado livros comigo no período em que dirigi a Cosac Naify [2001-2011]. Em outubro de 2013, ele me mostrou o boneco de um livro no qual vinha trabalhando: Criaturas. Disse que gostaria muito de ouvir a minha opinião. Ele gostou tanto de algumas sugestões que acabou generosamente me oferecendo parceria. De lá pra cá, trabalhamos num regime de total co-autoria.

Depois de sete versões, chegamos ao formato e ao título final: Monstros do cinema. Mas, verdade seja dita, o Daniel tirou da cartola todo o esqueleto conceitual: a divisão em três partes, os monstros da sétima arte, etc. Eu tratei de potencializar a ideia original: criei o poema de abertura, realizei a pesquisa histórica, etc. Sempre em diálogo com o projeto gráfico do Daniel. Tudo sob o signo do três: três partes do corpo [cabeça, tronco, membros]. três gerações de leitores [avós, pais, filhos], três formatos de livro [livro tradicional, livro brinquedo, aplicativo]. etc.

Nunca é demais registrar: Kondo foi um amigo e um interlocutor incansável. Não estou jogando confete. Ele possui uma capacidade monstruosa de retrabalhar e reinventar cada ilustração. Os desenhos ficaram um espanto.

Estamos na era da segmentação e dos extremos, quero dizer, na era do “você gosta disso ou daquilo”. Como você une a paixão por literatura e cinema? O que as duas artes têm em comum?

Como você pode ver, na própria “linha do tempo” que figura no livro, a literatura alimentou boa parte do imaginário do cinema nos seus primeiros cinquenta anos de história: Frankenstein, Corcunda de Notre Dame, Drácula, etc. Por outro lado, as adaptações cinematográficas ampliaram radicalmente o público da literatura. Ambas as artes estão umbilicalmente ligadas pelo mito. E, de certo modo, minha atividade de professor de literatura me possibilita transitar e estabelecer relações entre as duas artes. Todo grande poema, conto ou romance nos faz “ver” a realidade. A força da palavra se traduz em impacto visual, nos transporta para mundos desconhecidos, nos permite revisitar o passado e, simultaneamente, imaginar o futuro.

Você acredita que a ficção nos é fundamental? Então qual o papel dos monstros em nossas vidas?

A ficção está por detrás de tudo. As descobertas científicas, o discurso religioso, a filosofia, a antropologia, a psicanálise só existem a partir de uma lógica narrativa. Todos os grandes pensadores escrevem bem: Platão, Montaigne, Darwin, Marx, Freud, Lévi-Strauss, etc. Tudo no mundo se organiza a partir de narrativas. A própria vida cotidiana também precisa de pequenas narrativas diárias: boato, piada, diário, reportagem, blog.

Os monstros desempenham vários papéis em nossas vidas. No entanto, o principal deles talvez seja o de domesticar o medo. Tudo que o homem teme está relacionado ao território do desconhecido, do incompreensível, do estranhamento. Por isso, o medo precisa, antes de mais nada, ser descrito, adquirir uma forma, assumir uma figura. Isso corre desde o tempo das cavernas quando o homem pintava a caçada aos bisontes, está presente nos primeiros relatos das grandes navegações repleta de monstros marinhos ou, até hoje, nos relatos sobre seres vindos do espaço. É a forma que o homem encontrou para enfrentar, estudar, assimilar, superar o medo. É desse ponto de vista que Monstros do cinema procura mobilizar tanto a criança quanto o adulto. Ambos podem rir, brincar e revisitar os seus medos mais infantis.

Você tem algum monstro preferido?

Uma das coisas mais fascinantes que pude comprovar escrevendo esse livro é que, no geral, as pessoas têm uma necessidade compulsiva de elaborar listas dos melhores filmes de monstros. Existem centenas de sites especializados, discussões intermináveis, debates acalorados sobre as tais listas. Talvez isso se deva justamente à dificuldade de eleger um monstro preferido. Nossos medos são infinitos. E ninguém em sã consciência pode eleger o seu medo predileto. O medo não gera uma sensação propriamente agradável.

Arrisco dizer que para mim um dos monstros mais intrigante é o Hannibal. Seria muito complicado inclui-lo num livro dirigido às crianças. No entanto, eu e o Daniel Kondo já temos em vista um livro de monstros voltado para o leitor adolescente, quando já é possível lidar com uma ideia bastante incômoda e desconfortável: dentre todos os seres do planeta, o homem é aquele que revela a face mais humana e também a mais monstruosa.

Quando o livro foi ficando pronto… deu muito medo na hora de reviver monstro a monstro, assim, um seguido do outro?

Não, pelo contrário, ao longo do processo, que durou três anos, fui gradualmente perdendo o medo. A experiência de revisitar os monstros do cinema me permitiu reler vários romances e ensaios históricos, ver e rever um bocado de filmes e até desenhos animados, ao final, fiquei tentado a escrever um longo ensaio a respeito do tema. É interessante como os monstros nos permitem criar pontes e conexões para pensar os principais debates contemporâneos, por exemplo, em torno do feminismo [Malévola], com relação a gravíssima situação dos refugiados na Europa [Zumbi, A volta dos mortos-vivos], sobre a corrida espacial e a colonização do espaço [Aliens, E.T, etc.]. É visível como o cinema pautou e ainda pauta ideologicamente as grandes discussões. O raciocínio é extensivo a Netflix, embora pertencendo a um gênero recente, as séries seguem na mesma direção: moldam o imaginário político e cultural de toda uma geração.

E a ideia do Daniel, das páginas cortadas, faz com que seu trabalho de identificar e contar a história dos monstros fique como um ponto de partida, certo? Tem leitor inventando outros monstros a partir disso… Os pensadores sobre literatura falam sobre o livro “só terminar mesmo nas mãos do leitor”. Com Monstros do Cinema, isso é levado ao extremo, não?

Se prevalecer a lógica do criador e da criatura, do médico e do monstro, diria que um bom livro pode dar ao leitor a sensação de que, em última instância, ele também é o criador. Apesar da crescente valorização teórica em torno do papel do leitor, ainda sou daqueles que conferem certos privilégios ao autor. O leitor pode até inventar monstros mas, no fundo, sempre a partir da seleção, organização e sugestões do autor. Nenhum monstro imaginou criar um médico.

Dentro desta perspectiva, sempre costumava provocar o Daniel dizendo que meu papel no livro era ser uma espécie de “Massi, mãos de tesoura”. Em outras palavras: um escritor só deve viver numa ilha de edição. Mais que escrever, é importante saber cortar. Todo autor que se preza deve ser o melhor editor de si mesmo. É preciso sacrificar boas passagens, cortar belas imagens, limar excessos. Frente às tarefas do escritor, a função do leitor é bastante civilizada.

Você poderia contar um pouco de sua biografia ao Esconderijos?

Diria que a minha biografia é marcada por uma curiosidade infinita e diabólica. Mas, em tudo que faço, a poesia é o eixo central. Na condição de professor, crítico literário ou jornalista nunca privilegiei a profissão, sempre o projeto. Desde 1990, dou aulas de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, com ênfase na em nossos principais poetas modernos: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, Carlos Drummond, Manuel Bandeira, Raul Bopp, Murilo Mendes, Cecília Meireles, Jorge de Lima, Dante Milano, etc. Sinto necessidade de contemplar a variedade, o panorama, a diferença.

Não me considero um editor no sentido profissional da palavra. De tempos em tempos, realizo intervenções pontuais. Com prazo de validade. Dentre as coisas que fiz, creio que vale a pena destacar a coleção de poesia brasileira contemporânea, Claro Enigma, que coordenei e editei pela Editora e Livraria Duas Cidades, entre 1988 e 1990 [publiquei poetas como Francisco Alvim, José Paulo Paes, Orides Fontela, Paulo Henriques Britto, Alberto Martins, etc], além de dirigir a revista de poesia Inimigo Rumor [juntamente com Carlito Azevedo, pela editora carioca 7Letras]. Depois, pela Editora 34, idealizei a coleção Espírito Crítico, voltada para obras clássicas da crítica literária brasileira e internacional, entre outros nomes poderia citar, Erich Auerbach, Walter Benjamin, T. W. Adorno, G. Lukács, Antonio Candido, Alfredo Bosi, Roberto Schwarz, Davi Arrigucci, etc. Num plano bem mais amplo, fui diretor editorial da Cosac Naify, entre 2001 e 2011, quando pude construir um catálogo de referência em diferentes áreas: arquitetura, moda, design, artes plásticas, literatura, antropologia, cinema, dança. Porém, gostaria de frisar que me encantei profundamente com a fotografia e, principalmente, com a literatura infantojuvenil, com a qual ainda penso em voltar a desenvolver projetos.

Por fim, no próximo ano, vou reunir num único volume meus três livros de poesia – Negativo [Companhia das Letras, 1991], A vida errada [7 Letras, 2001], Gabinete de Curiosidades [Luna Parque, 2016] – acrescido de um livro novo: Mal-entendido [7 Letras, 2017]. De resto, como não pretendo amolar ninguém, posso dizer resumidamente que perdi meu pai muito cedo, gosto de conversar com minha mãe, tenho muito carinho pelo meu irmão e pelas minhas duas irmãs. Vivo há quinze anos com a Paola Poma, companheira pra lá de inspiradora e, recentemente, ganhamos uma gatinha, chamada Zazie. Poesia em movimento. Espero ser um bom amigo dos meus amigos. Também espero ser um bom inimigo. Embora fique arrasado ao lembrar que maltratei algumas pessoas. Continuo matando muitos monstros dentro de mim. Paro por aqui.

Receita do chef Gonzalo Giusta para o Halloween

FOTO DO DANIEL. GENTE, PARA CRIANÇADA FICAR DOIDA NE? E QUE TAL HOJE À NOITE? NO LANCHE DE AMANHÃ?
FOTO DO DANIEL. GENTE, PARA CRIANÇADA FICAR DOIDA NE? E QUE TAL HOJE À NOITE? NO LANCHE DE AMANHÃ?

INGREDIENTES

  • Farinha de trigo branca_165 gr
  • Farinha integral fina_165 gr
  • Açúcar demerara_120 gr
  • Essência de baunilha_c/n
  • ovos_1 un
  • Amêndoas_100 gr
  • Manteiga fria_130 gr
  • geleia de morango_c/n

PREPARO

Coloque em uma tigela a farinha com o açúcar e a manteiga fria em cubos. Peneirar. Incorporar a essência de baunilha e ovo. Unir a massa até formar um bolo liso e homogêneo. Cortar a massa em pedaços pequenos e cilíndricos.

Corte no comprimento do dedo anular e pressione duas vezes a cada 1,5 cm para formar as “juntas”. Com a ajuda de uma faca para formar as dobras, colocar uma amêndoa na ponta para formar uma cavidade como se fossem “unhas”. Retire as amêndoas e leve ao forno a 170 ° C por 20 min. Deixe esfriar sobre uma gradinha. Preencha a cavidade com um pouco de geléia e coloque uma amêndoa em cada ponta do “dedo de zumbi”.

Divirta-se à vontade!

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MONSTROS DO CINEMA (ED. SESI-SP)

De Augusto Massi e Daniel Kondo

2016

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