Frritt-Flacc

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FRITTFLACCCAPApFrritt!… é o vento que ruge, desgovernado. Flacc!… é a chuva que cai, em torrentes. Esse vendaval ruidoso curva as árvores de toda a costa volsiniana e se lança contra as encostas da montanha de Crimma.

(…)
Que honra começar esse post com frases do francês Júlio Verne, o grande contador de aventuras da história da humanidade. Mas Frritt-Flacc (Ed. Pulo do Gato), não é como os romances que o tornaram célebre. É um incrível conto infantojuvenil fantástico, daqueles que dão frio na barriga e, principalmente, aquele suspiro diante do final de uma boa leitura.

FRITTFLACCDENTROp

Ele narra a história de um povoado que vive entre um mar de ondas gigantes e um vulcão em atividade – “durante o dia, a fúria interior de vulcão se espalha sob a forma de vapores sulfurosos. À noite, a cada minuto, vomita suas labaredas.” – em um lugar que até o narrador não sabe dizer onde fica. Mas não é isso que assusta mais os moradores. Doutor Trifugas, o médico da cidade era um homem duro, que certamente não sabia o que era compaixão (impossível não se lembrar de Ebenezer Scrooge, de Dickens!). Só atendia se o pagamento viesse antecipado. Um dia, uma jovem garota bate à sua porta e é aí que tudo começa.
Lançado em 2012, nunca havia tido uma edição brasileira. A Pulo do Gato o fez com maestria, exibindo um projeto gráfico cuidadoso e sem medo de ser sombrio – e, por isso, belo demais – , bem no clima da história. Para tanto, as ilustrações do artista plástico paulistano Alexandre Camanho foram na medida da fábula, que trata de temas universais como a morte, a ganância, a solidariedade e a solidão. De arrepiar.

Frritt-Flacc (Ed. Pulo do Gato)
textos: Julio Verne
ilustrações: Alexandre Camanho
2012
palpite: para crianças de 7 a 100 anos

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